O Governo moçambicano continua completamente cego em relação aos malefícios da actividade da indústria tabaqueira no país. É que, recentemente durante o decurso da Feira Internacional de Maputo, o governo moçambicano voltou a elogiar a indústria tabaqueira, mais concretamente a Mozambique Leaf Tobacco que tem a sua fábrica de processamento na província de Tete.
Cerca de 1000 camponeses abandonam cultivo de tabaco em Marávia...e a campanha passada foi feita só por um total de 12 camponeses.
Cerca de 1000 camponeses do distrito de Marávia, a oeste da província central de Tete abandonaram, na campanha agrícola passada, a cultura do tabaco naquele ponto do país. A propositada má classificação do tabaco por parte das empresas fomentadoras deste produto nocivo à saúde humana é apontada como principal causa da desistência da cultura de tabaco por parte daqueles camponeses.
Como consequencia disso, a campanha agrícola passada foi feita apenas por 12 camponeses.
A Dimon, empresa fomentadora de tabaco que operava no distrito de Chifunde em Tete, foi-lhe retirada licença à favor da Mozambique Leaf Tobacco. A Dimon, mesmo sendo uma empresa de fomento do cultivo de tabaco sensibilizava os camponeses envolvidos na cultura de tabaco, no sentido de diversificarem a sua produção, cultivando outros produtos do género alimentício para assegurar a sobrevivência das suas famílias.
A empresa diz que os camponeses não devem produzir outras culturas alimentares.
A Dimon, empresa que também fomentava o cultivo de tabaco na zona centro do país permitia e sensibilizava os camponeses a combinarem o tabaco com outras culturas para garantirem a sua subsistência alimentar, mas foi-lhe retirada licença à favor da Mozambique Leaf Tobacco que obriga os camponeses a cultivarem apenas e unicamente o tabaco.
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